Depois de muito insistir, sua mãe cansara de receber não
como resposta e abriu as janelas mesmo assim, começando o ritual diário de
tirar Mônica da cama para ver um pouco do sol e se sentar a mesa da cozinha
para almoçar e ver outras pessoas de sua família. Não suportava mais o cheiro
quente de pessoa trancafiada e deprimida em um quarto sem correntes de ar
queimando suas narinas. Ela precisava sair.
Mônica começou a se sentir um pouco melhor se movimentando e
vendo a luz do dia, e começou a pensar se, de repente, ainda havia esperança
para ela. Se, de repente, ela não era toda culpa e tristeza. Se, de repente,
ela tinha qualidades dentro de si que pudessem ser reconhecidas se saísse da
cama. E então saiu.
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