23 de novembro de 2012

Chasing Pavements


Eu já me decidi
Não preciso mais pensar nisso
Se estiver errada, estou certa
Não é preciso procurar mais
Isto não é luxúria
Sei que é amor mas...

Se eu dissesse ao mundo
Eu não diria o bastante 
Por que não foi dito a você
E é exatamente o que preciso fazer 
Se eu estiver amando você...

Eu devo desistir
Ou devo apenas continuar perseguindo calçadas?
Mesmo se ela me conduzir a nenhum lugar 
Seria um desperdício? 
Mesmo se eu conhecer meu lugar, devo deixá-lo? 
Eu devo desistir 
Ou apenas continuar perseguindo calçadas 
Mesmo se ela conduzir a nenhum lugar 

Eu poderia me recompor 
E voaria em circulos 
Na espera, como nas gotas do coração 
E atrás de mim começa a dor 
Finalmente poderia esta ser isso ou 

Eu devo desistir
Ou devo apenas continuar perseguindo calçadas?
Mesmo se ela me conduzir a nenhum lugar
Seria um desperdício?
Mesmo se eu conhecer meu lugar, devo deixá-lo?
Eu devo desistir
Ou apenas continuar perseguindo calçadas
Mesmo se ela conduzir a nenhum lugar...

19 de novembro de 2012

Capricho.

Chego num lugar e sei que todos são meus parentes maternos mais próximos, mas não sinto-me à vontade com estes. Não é que eles não sejam bons ou divertidos ou inteligentes - deve ser o relacionamento materno conturbado que traz toda a demanda com ele. Parece que as coisas simplesmente não se encaixam, como se faltasse algo - não me sinto parte daquilo. Estou na casa de um parente próximo, mas tudo o que sinto vontade é de voltar para casa. A única com a qual tenho uma ligação gostosa ficou longe por anos demais, e neste momento se tornou uma pessoa com a mesma essência, porém com costumes diferentes - fala bem e nos empolgam sobre algumas pessoas, mas ao conhecê-las tudo o que sinto vontade de fazer é fugir. Correr o mais rápido possível. E não consigo esconder, sou transparente - a expressão facial se modifica sozinha, me isolo e nada pode mudar isto. Me isolo em um banheiro qualquer da casa, tentando fugir do barulho incômodo das risadas altas e da música ruim, tentando esquecer da dor nas costas que me aflige e de todo o resto - e tudo o que consigo fazer é chorar e me descabelar por muito tempo, sem saber como reagir a uma situação dessas. E lá vem novamente o chamado capricho, a criança mimada que quer ir embora e que, como não tem o pedido atendido, começa a espernear. Mas não é isto - as coisas que se passam dentro de meus pensamentos e das minhas vontades são conturbadas, confusas e de difíceis conclusões. Tudo o que quero é correr, correr para muito longe, longe de toda essa situação sufocante e que parece cada dia piorar mais - sabendo que estou rumo à grande melhora. Mas esta grande melhora parece longe demais, difícil demais, e querendo que tudo acabe logo entro em desespero. Uma relação que tanto me afeta e está sendo quebrada, e mesmo na hora do distanciamento me afeta ainda mais, nada fácil. Ainda preciso do reconhecimento, da grande vitória de receber o reconhecimento. Saber que não pensa que é capricho, mimo ou qualquer outra coisa. Só quero ser reconhecida - ser a filha, a menina, a mulher. Ser acolhida.

Olhos.