13 de setembro de 2012

Velho.

Noite em claro fora, música alta, gritaria, festas, multidões, falatório, música ruim.
Livros, cama, café, noite em claro dentro, sussurros, poucos amigos, música boa com fones.

Me sinto realmente velha por escolher sempre a segunda opção.

12 de setembro de 2012

Deixe o resto para lá.


Eu sonhei que estava desaparecida, você estava tão assustada
Mas ninguém iria escutar, pois ninguém mais se importava
Depois do meu sonho eu acordei com esse medo
O que eu estou deixando quando eu termino por aqui?

Então, se você me perguntar, eu quero que você saiba


Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi

Ajude-me a deixar para trás algumas razões que deixem saudades
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Mantenha-me em sua memória, deixe o resto para lá
Deixe o resto para lá

Não tenha medo, eu levei minha surra, compartilhei o que consegui

Eu sou forte na superfície, não através do caminho todo
Eu nunca havia sido perfeita, mas você também não

Então, se você me perguntar, eu quero que você saiba


Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi

Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Mantenha-me em sua memória, deixe o resto para lá
Deixe o resto para lá

Esquecendo toda a ferida interna que aprendeu a esconder tão bem

Fingindo que outra pessoa pode chegar e me salvar de mim mesma
Eu não posso ser quem você é

Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi

Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades
Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia
Mantenha-me em sua memória, deixe o resto para lá
Deixe o resto para lá

Esquecendo toda a ferida interna que aprendeu a esconder tão bem

Fingindo que outra pessoa pode chegar e me salvar de mim mesmo
Eu não posso ser quem você é

Questão.


A questão é: eu acho legal?

11 de setembro de 2012

Palavras.


Início.

Às vezes ainda sinto vontade de morrer, de deixar de existir. De dormir o dia todo e a semana toda e não ver mais nada acontecer - e aí me vem a insônia. Me sinto sufocada, com pessoas dizendo o que devo ou não devo fazer o tempo todo. Como se ninguém visse os avanços que faço, as coisas que antes não fazia e passei a fazer - parece que quanto mais faço, mais há reclamações a me dizer. Parece que nada tem sentido e hoje sinto como se não pudesse suportar tudo o que faço. Me sinto incapaz de fazer tudo o que constitui minha rotina atual, mas a questão é que não me sinto incapaz como "não consigo" ou como "não sei fazer" ou "não aguento tudo isso" - é mais como "eu não tenho forças". Sinto como se não tivesse mais forças para seguir, como se tudo o que eu fizesse - e que tento dar o melhor de mim - nunca fosse o suficiente, nunca fosse bom o bastante para simplesmente ser olhado e elogiado, reconhecido. Não há elogio ou orgulho sem que alguém de fora reconheça, como se tudo dependesse sempre do que os outros pensam. Como posso continuar assim? Tento e tento e tento me desprender dessa relação que me consome e me coloca para baixo, que muitas vezes me faz sentir envergonhada ou humilhada ou apenas incapaz - mas a outra parte não me deixa. Não me deixa em paz, seguir em frente, sair desse sufocamento e dessa situação que me faz sentir tão mal. Sinto como se nunca fosse melhorar a autoestima ou me sentir orgulhosa dos meus feitos. E quando alguém aponta estes feitos e diz "olha quanta coisa você tem a oferecer", me dá uma sensação tão maravilhosa. E pode apostar que não é capricho meu, que não é como se eu só quisesse chamar a atenção; é só que às vezes parece que nunca tive isso. Não é fácil aceitar um elogio, não é fácil reconhecer este elogio. Sempre me emociona. Só queria que este elogio, este reconhecimento, viesse de outra pessoa também.